Emprego temporário

Quem está em busca de uma colocação no mercado de trabalho pode começar a correr. Empresas de recrutamento e grandes redes de varejo de todo o País já estão recebendo inscrições para suprir a demanda de 113 mil novos empregos temporários de fim de ano; destes, 37 mil apenas no Estado de São Paulo.
De acordo com estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Tercerizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem), o número é 8% maior em relação ao ano passado. “O 13° salário, a facilidade do crédito e o aparecimento de pontos-de-venda com a economia ainda bastante aquecida são alguns dos fatores que levarão a esse crescimento”, afirma o diretor de Comunicação da Asserttem, Vander Morales.
Os principais empregadores são as lojas de departamentos, supermercados, shoppings e lojas de rua. “Com a chegada do Natal, os lojistas precisam incrementar o quadro de funcionários para prestar melhor atendimento”, ressalta o diretor de Relações Comerciais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luis Augusto da Silva.
Segundo ele, repositores de estoque, balconistas, caixas, auxiliares de gerência, vendedores, empacotadores, analistas de crédito e seguranças são alguns dos cargos com maior oferta de vagas. “A necessidade de experiência do candidato existe para algumas funções, mas a grande maioria exige poucas qualificações. É uma boa oportunidade para quem está parado e, especialmente, para os que buscam seu primeiro emprego”, afirma.
Para empresas de telesserviços, call centers e telemarketing, o último trimestre também é tradicionalmente um período de crescimento de oferta de emprego. A Associação Brasileira de Telesserviços (ABT) prevê a abertura de 15 mil vagas no setor – 70% em São Paulo.
“Este já é um segmento conhecido como ‘porta de entrada’ para os jovens no mercado de trabalho. Com um rápido treinamento e uma boa comunicação já dá para começar a trabalhar”, afirma a sócia da Vox Solutions, consultoria de gestão de talentos do grupo Cliv, Angela Sardelli.
Direitos
Dados da Asserttem revelam que a média salarial dos temporários fica entre R$ 665 e R$ 860. É bom ressaltar que o valor pago aos temporários deve ser igual ao dos contratados que executam o mesmo trabalho. Além disso, aqueles trabalhadores têm os mesmos direitos dos contratados, como férias (um terço do salário) e 13.° proporcionais, jornada diária de oito horas, FGTS contando para aposentadoria, benefícios como vale-transporte e alimentação e assinatura do contrato na carteira de trabalho.
A associação calcula também que 37% de todos os temporários serão efetivados ao término dos contratos, na metade de janeiro de 2009, índice 3% maior em relação ao do ano passado. “Mesmo os que forem dispensados estarão mais credenciados, com alguma experiência para buscar outras oportunidades”, diz Morales.
Efetivação
Para um temporário aumentar suas chances de efetivação, os especialistas dizem que não há segredo: é preciso encarar o trabalho com seriedade, dedicação e profissionalismo.
“A postura é importantíssima, pois o cliente não faz essa diferenciação entre funcionários temporários ou efetivados. Todos devem, portanto, representar a empresa da mesma maneira”, diz Angela.
“Atitude proativa, disposição em aprender e ser atencioso com os clientes é fundamental, uma vez que boa parte das vagas é para contato direto com pessoas”, complementa Morales. Silva, da Alshop, ressalta que os que forem trabalhar em shoppings devem ter ainda mais atenção com o público. “O freqüentador de shopping é mais exigente e conhece melhor o produto do que o freguês que compra na rua. O vendedor precisa estar preparado.”
Hoje, assistente administrativa e estudante de Psicologia, Caroline Souza e Silva foi chamada para um emprego temporário de recepcionista em uma empresa de pesquisa de mercado.
Após os três meses de contrato, não só foi efetivada, mas também promovida para o atual cargo. “Só tinha trabalhado antes com telemarketing e não tinha experiência alguma na função para qual fui chamada. Mesmo assim decidi agarrar a oportunidade”, conta.
Desde que entrou na empresa, há quase dois anos, Caroline já viu outros funcionários temporários passarem por lá e serem dispensados após o término do contrato. “Acredito que o mais importante é assumir responsabilidades, mostrar um diferencial e comprometimento com o que se está fazendo.
rafael da silva moro said:
jan 24, 09 at 18:41para trabalhar